Ministério - Finalidade
DESTRUIR AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO ORIGINAL
Disse-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim. (Jo 14, 6)
Referências:
Sagrada Escritura (Bíblia)
Catecismo da Igreja Católica (CIC)
- Santo Tomás de Aquino–Suma Teológica -Tratado dos anjos la q. 109, a 2 – e seguintes.
Comunidade Canção Nova
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior—-padrepauloricardo.org
Professor Felipe Aquino (Editora Cléofas)
Padre Duarte Sousa Lara (Exorcista Português)——santidade.net
Padre Gabriele Amorth (Exorcista)- Livro: Um Exorcista Conta-nos.
- Livro: Directrizes para o Ministério do Exorcista à luz do Ritual Vigente da Associação Internacional dos Exorcistas.
- Legenda:( cf= confirmar pessoalmente pela bíblia ou pelo Catecismo da Igreja Católica-CIC.
Capítulo I
Quais as consequências que o pecado original deixou em nós?
Estas são as consequências do pecado original: a harmonia estabelecida, graças à justiça original, está destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido; a união entre o homem e a mulher é submetida às tensões; as suas relações serão marcadas pela cupidez e pela dominação. A harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o homem estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida à servidão da corrupção.
Finalmente, vai realizar-se a consequência explicitamente anunciada para o caso de desobediência: o homem voltará ao pó do qual é formado. A morte entra na história da humanidade (cf. CIC 400). A partir do primeiro pecado, uma verdadeira invasão do pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim contra Abel; a corrupção universal em decorrência do pecado.
A Escritura e a Tradição da Igreja não cessam de recordar a presença e a universalidade do pecado na história do homem: o que nos é manifestado pela Revelação divina concorda com a própria experiência. Pois, o homem, olhando para seu coração, descobre-se também inclinado ao mal e mergulhado em múltiplos males que não podem provir de seu Criador, que é bom.
O pecado original é um pecado cometido por Adão e Eva, mas, contraído e transmitido sucessivamente em cada ser humano.
Todos os homens estão implicados no pecado de Adão. O gênero humano inteiro é, em Adão, como um só corpo de um só homem (sicut unum corpus unius hominis – São Tomás de Aquino). Em virtude desta unidade do gênero humano, todos os homens estão implicados no pecado de Adão, como todos estão implicados na justiça de Cristo (cf. CIC 404).
Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores (Rm 5, 19). Como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5, 12). Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, do mesmo modo, da obra de justiça de um só (a de Cristo) resultou para todos os homens a justificativa que traz a vida (Rm 5, 18).
Adão e Eva cometem um pecado pessoal, mas esse pecado afeta a natureza humana, que vai transmitir em um estado decaído (cf. CIC 404). É um pecado que será transmitido por propagação (não imitação) à humanidade inteira; isto é, pela transmissão de uma natureza humana privada da santidade e da justiça originais. O pecado original é denominado pecado de maneira analógica: é um pecado contraídoe não cometido, um estado e não um ato.
Em razão dessa certeza de fé, a Igreja ministra o Batismo para a remissão dos pecados, até mesmo para as crianças que não cometeram pecado pessoal (Conc. Trento: DS 1514).
“Morte da alma” (DS 1512)
O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e faz o homem voltar para Deus. Porém, as consequências de tal pecado sobre a natureza (enfraquecida e inclinada ao mal) permanecem no homem e o incitam ao combate espiritual.
Pelo pecado original, a natureza humana não é totalmente corrompida: ela é lesada em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento, ao império da morte e inclinada ao pecado (essa propensão ao mal é chamada concupiscência).
A Igreja pronunciou-se especialmente sobre o sentido do dado revelado no tocante ao pecado original, no segundo Concílio de Orange (529) e no Concílio de Trento (1546): Não o abandonaste ao poder da morte.
Por que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?
São Leão Magno responde: A graça inefável de Cristo deu-nos bens melhores do que aqueles que a inveja do Demônio os havia subtraído (Sermão 73,4: PL 54,396).
São Tomás: Nada obsta que a natureza tenha sido destinada a um fim mais elevado após o pecado. Com efeito, Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior. Donde a palavra de São Paulo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rom 5-20). E o canto do Exultet: “Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor” (S. Th. III,1,3 ad 3).
A Igreja ensina que os anjos foram criados bons
“Com efeito, o diabo e outros Demónios foram por Deus criados bons em sua natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa” (IV Concílio de Latrão, 1215; DS 800).
São Pedro fala do pecado desses anjos: Pois, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento (2 Pe 2,4).
Anjos maus!
O pecado dos anjos não pode ser perdoado. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina que: É o caráter irrevogável da sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado (cf. CIC 393).
São João Damasceno (650-749), doutor da Igreja, afirma: Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe arrependimento para os homens após a morte (Patrologia Grega, 94, 877C).
Os últimos papas têm pedido que os católicos fiquem atentos quanto à importância de estarem conscientes da existência, natureza e ação dos demónios. É lamentável que algum teólogo ainda afirme que o Demónio não existe ou não age. Na verdade, esta atitude é tudo o que o maligno quer.
Dois erros devem ser evitados:
Negar a existência dos Demónios.
Pensar que todo o mal é obra deles.
O Papa Paulo VI disse na Alocução Livrai-nos do Mal:
“Quais são hoje as maiores necessidades da Igreja? Não deixem que a minha resposta os surpreenda como sendo simplista e, ao mesmo tempo, supersticiosa e fora da realidade. Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás. O diabo(divisor) é uma força atuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor; uma realidade misteriosa e amedrontadora” (L’Osservatore Romano, 24/11/1972).
Duro Combate
O Catecismo nos lembra que, devido à ação do Demónio, a vida espiritual se tornou um duro combate: Pelo pecado original, o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este continue livre. O pecado original causa a “servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do diabo” (Concílio de Trento, DS 1511; Hb 2-4) (cf. CIC 407).
“Esta situação dramática do mundo, que ‘o mundo inteiro está sob o poder do Maligno’ (cf. 1Jo 5,19; 1Pe 5,8), faz da vida do homem um combate.”
“Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade. Iniciada desde a origem do mundo, vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor. Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus” (GS 37, §2) (cf. CIC 409).
Mas Deus não nos abandonou ao poder da morte e de Satanás(diabo); ao contrário, chamou o homem (cf. Gn 3,9) e lhe anunciou de modo misterioso a vitória sobre o mal:
“Então o Senhor disse à serpente: ‘Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15).
Por que o Filho de Deus se manifestou?
Jesus veio para tirar a humanidade das garras do Demónio; e este teme o nome do Senhor.
“Aquele que peca é do Demónio, porque o demónio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Demónio” (1Jo 3,8).
“A ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta totalmente o poder supremo do nome acima de todo nome. Os espíritos maus temem seu nome” (At 16, 16-18; 19, 13-16) (Catecismo CIC 434).
O Catecismo ensina que: Pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado (cf. CIC 708). Não há o que temer. Basta aderir a Jesus, pelos ensinamentos da Igreja Católica, observando e cumprindo os Dez Mandamentos da Lei De Deus. Muinto Importante.
Cristo, hoje, vence o poder dos anjos maus sobre os homens, especialmente por meio dos Sacramentos, a começar do Batismo.
O Catecismo nos ensina:
“Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e do seu instigador, o Diabo, pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a Satanás” (cf. CIC 1237).
Quando o Catecismo ensina sobre o conteúdo da oração do Pai-Nosso com relação ao último pedido que fazemos a Deus: “mas livrai-nos do Mal”, afirma:
“Neste pedido da oração do Pai Nosso, o mal não é uma abstração (uma ideia, uma força, uma atitude), mas designa uma pessoa: Satanás, o maligno, o anjo que se opõe a Deus. O diabo é aquele que ‘se atravessa no meio’ do plano de Deus e de sua ‘obra de salvação’ realizada em Cristo” (cf. CIC 2851).
O que a Bíblia fala do “pai da mentira”?
“Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44). “Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12,9), pois foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela derrota dele definitiva que a criação inteira será “liberta da corrupção do pecado e da morte” (Oração Eucarística IV).
“Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5, 18-19) (cf. CIC 2852). ( Gerado por Deus! Significa na prática: Quem recebe no mínimo o Sacramento do Batismo e vive habitualmente na graça santificante ( amizade com Deus), estado de graça).
“Ao pedir que nos livre do maligno, pedimos igualmente que nos liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais o Demônio é autor ou instigador” (cf. CIC 2854).
O livro da Sabedoria mostra toda a maldade do diabo:
“Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem da sua própria natureza. É por inveja do Demónio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao Demónio prová-la-ão” (Sb 2, 23-24). (Muinto importante).
Jesus se referiu ao maligno como homicida e mentiroso:
“Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44).
Importante ensinamento do Catecismo sobre o poder do Demônio.
Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e o seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física para cada homem e para a sociedade, essa ação é permitida pela Divina Providência que, com vigor e doçura, dirige a história do homem e do mundo. A permissão Divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam (Rm 8, 28) (cf. CIC 395).
Capítulo II
O Padre Duarte Lara, exorcista português da Diocese de Lamego, conviveu durante 11 anos com o famoso exorcista italiano Padre Gabriele Amorth.
Na Comunidade Cristã Canção Nova, o Sacerdote exorcista ensina que existem dois tipos de ações do Demónio sobre a vida diária do homem: A ação ordinária comum e a ação extraordinária.
Ação Ordinária do Demônio.
Como ação ordinária, podemos dizer da tentação normal ou comum, onde todos nós, homens ou mulheres, somos atingidos e, por vezes, vítimas da mesma. Lembramo-nos que até mesmo Jesus sofreu tentações em Sua vida (cf. Lc 4, 1-13 e 22, 39-54). A Encarnação do Verbo de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, veio nos ensinar a como nos salvar, mas também como deveríamos lutar e superar os obstáculos para alcançar a salvação.
As Tentações Ordinárias do Demônio: Uma Análise.
O que acontece quando somos tentados pelo diabo( agente divisor), (Demônios» anjos decaidos»espiritos malignos) ou (Satanás» chefe e comandante)?
A tentação na tradição religiosa, é uma incitação ao pecado, um convite a agir contra a vontade de Deus e Seus Dez Mandamentos. O Demônio busca afastar os seres humanos de Deus, semeando a dúvida, o medo, o desejo na mente de algo contrário aos Mandamentos da Lei de Deus, a sedução, a mentira, a infestação espiritual, a opressão, a confusão e à obesseção.
1- Aquele que finge ser, ou quem não é ser, aquilo que é!
2-Velhaco-astuto!
3-Enganar-iludir-ludibriar.
4-Embuste: mentira engenhosa, truque, magia.
5-Presunção extrema: vangloriar-se, contar vantagem, ter altíssimo conceito de si mesmo.
6- Falsa superioridade( Ap 12-7).
7- Hipocrisia.
8- Fingimento “inspira”.
9- A cobiça, como ambição legitima.
10- O Diabo»Demônio apresenta a luxúria como amor verdadeiro ou liberdade!!!
Influência Demoníaca e a Corrupção da Verdade.
A biblia:
- Suporte na Bíblia
A Bíblia apresenta o diabo (Satanás) e os Demônios como adversários de Deus e da humanidade, trabalhando para semear a discórdia, a mentira e o pecado.
João 8,44: Jesus chama o diabo de “mentiroso e pai da mentira”. Esta passagem é uma das mais diretas, afirmando a natureza enganosa do diabo desde o princípio e sua ligação com a falsidade. “Vós tendes por pai o diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” Repare: Quando Jesus diz; Pai da mentira! Significa; Criador de toda a mentira!
2 Coríntios 11,14: Paulo adverte que “o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz”. Isso ilustra a natureza enganosa do diabo, que se apresenta de forma atraente nas suas acões na mente humana para desviar as pessoas.
1 Pedro 5,8: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge, procurando a quem devorar.” Esta passagem mostra a busca ativa dos Demônios para “devorar” (desviar, enganar, levar ao pecado) os seres humanos.
Efésios 6,11-12: São Paulo fala sobre a necessidade de se revestir da armadura de Deus para resistir “às ciladas do diabo”, e que nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra “os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares”. Isso demonstra a ação organizada das forças demoníacas para desviar os crentes. Que, após sua queda, os Demônios buscam ativamente desviar os seres humanos da verdade e da retidão. O objetivo é promover o engano, a falsidade e a dissimulação ( atitudes que não correspondem com a verdade ou a realidade!
Análise dos Pontos Apresentados
Aquele que finge ser, ou quem não é, aquilo que é!: a impostura e o fingimento de ser algo que não se é, ou de ter qualidades que não se possui, são associados à influência maligna. Isso visa criar uma imagem distorcida da realidade humana da pessoa. Afastando-a da amizade com Deus.
Velhaco!: O termo “velhaco” remete a alguém astuto, desonesto, que usa de artimanhas para enganar. Isso se alinha perfeitamente com a ideia de manipulação e trapaça atribuídas a entidades demoníacas nas pessoas. O exemplo de como ele enganou Eva (Gn 3, 1-5)
Enganar-iludir-ludibriar: Esses termos descrevem ações diretas de desorientar a pessoa, levando-a a crer em algo falso. A ilusão e o ludíbrio são ferramentas para afastar o indivíduo da verdade e da clareza.
Embuste: mentira engenhosa, truque: Um embuste é uma mentira elaborada, um ardil. A influência demoníaca não se limita a mentiras simples, mas pode envolver tramas complexas para enganar! Pode servi-se de outras pessoas( que já lhe pertence a ele) para enganar uma pessoa!
Presunção extrema: vangloriar-se, contar vantagem, ter altíssimo conceito de si mesmo: A soberba, o exesso de amor próprio “orgulho”, a vaidade, a sensualidade e a arrogância são portas de entrada para seduções da influência maligna na pessoa, pois afastam a pessoa da humildade e da dependência Divina, centrando-a em si mesma de forma distorcida e engananosa.
Falsa superioridade (Ap 12-7): A referência a Apocalipse 12:7 (“Houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão. E o dragão e os seus anjos lutaram”) é interpretada, em um contexto mais amplo, como a batalha entre o bem e o mal, onde o mal tenta se impor com uma falsa superioridade, tentando dominar o enganar o bem. A pretensão de poder e de ser maior do que se é, ou de ter um status(condição) que não corresponde à realidade, é uma característica influenciada da rebelião contra Deus e Seus filhos.
Hipocrisia: A hipocrisia é o ato de fingir virtudes, crenças, sentimentos ou qualidades que não se possui, geralmente para enganar ou obter vantagens. É a própria essência da falsidade e da duplicidade.
Fingimento “inspira”: A razão de que o fingimento pode ser “inspirado” sugere que não é apenas uma escolha humana, mas uma influência externa que instiga ou fomenta essa atitude.
A cobiça, como ambição legítima: Este é um ponto crucial. A cobiça é o desejo desordenado e excessivo por riquezas, bens materiais, poder, prazeres ou bens alheios. A astúcia da influência maligna pode a apresentar a cobiça (que é um vício) como se fosse uma ambição legítima (que pode ser uma virtude, como o desejo de progredir ou de alcançar metas de forma ética). A distorção aqui é a tentativa de redefinir o que é moralmente aceitável, camuflando um desejo egoísta e desmedido sob o véu de uma aspiração positiva e legitima.
o Diabo apresenta a luxúria (comportamentos desregrados em relação aos prazeres do sexo) como amor ou liberdade. Infelizmente É verdade!: Essa é uma das formas mais frequentemente mencionadas de engano. A luxúria é um desejo sexual desordenado ou excessivo fora do contexto de Deus(Matrimónio). A crença e ensino, é que a influência maligna busca deturpar o conceito de amor e liberdade, apresentando a mistura e a busca desenfreada por prazer sexual como manifestações genuínas dessas virtudes. Levando as pessoas para a imoralidade sexual( cf 1 Corintios 6, 18:20 ; Galatas 5,19 e Colossenses 3:5. Em vez de um amor que envolve respeito, caridade, lealdade, compromisso, fidelidade e responsabilidade, ou uma liberdade que implica escolha consciente e ética; A luxúria é apresentada na mente das pessoas( pelo dominador do mundo “demônio”) como uma forma de “libertação” ou “amor intenso e perfeito”, desvirtuando completamente seus significados verdadeiros e suas consequências. Quase de igual modo, os espíritos malignos(Demônios) usam em relação aos bens materiais necessários nesta vida (tornando-os em cobiça e vicios) oferecendo-os na mente como meios de felicidade, liberdade, poder e prazer!
Em resumo, a essência desses pontos é que a influência maligna opera através da deturpação da verdade, da promoção do engano e da corrupção de valores, apresentando o mal como bem e o vício como virtude e legitimo!
Na prática: Significa que; Nem tudo o que aparece na mente é criada pela própria pessoa, mas poderá ser influenciado pelos espíritos malignos(Demônios). Em especial , quando a pessoa se encontra fora da amizade com Deus( Comunhão Eucaristica). Confira em João 6: 53 ; Jesus respondeu: «Eu vos garanto: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Aqui a “vida” significa; A pessoa estar preparada( sem pecado grave) para receber o Corpo, O Sangue, e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo na santa Missa.
Como os demônios podem agir :
- Pecados Veniais: Embora os pecados veniais não rompam completamente a amizade com Deus como os pecados graves/ mortais, eles enfraquecem a pessoa espiritualmente e a tornam mais suscetível a tentações futuras. Demônios podem, portanto, incentivar esses pequenos deslizes para gradualmente desviar a pessoa de um caminho virtuoso. É como uma erosão lenta da fé, da vigilância e da consciência na pessoa.
- Fraquezas (fissuras): Todos temos fraquezas, sejam elas tendências a certos vícios, a orgulho, à inveja, à preguiça, sexualidade, dinheiro, etc. Essas são consideradas “brechas ou fissuras” porque são áreas onde somos mais vulneráveis. Ensina-se que os demônios exploram essas inclinações naturais, amplificando-as e apresentando-as de formas sedutoras para levar a pessoa a pecar, com o objetivo de desviar as pessoas da amizade com Deus(Comunhão).
- Gostos Pessoais: Nossos gostos, paixões e emocões, que em si mesmos não são maus, também podem ser distorcidos. Por exemplo:Um gosto por entretenimento, ou lazer pode ser desviado para um vicio ou conteúdos imorais; um amor pelo conhecimento pode ser pervertido para o orgulho intelectual ou para a busca de saberes proibidos; um desejo por segurança financeira pode levar a se tornar avareza. A intenção é usar algo bom (ou neutro) para, sutilmente, afastar a pessoa da prioridade de Deus.
O objetivo final
O objetivo final dessa “sugestão” e “engano” é, de fato, afastar a pessoa da amizade com Deus. Isso não significa necessariamente que todos os pensamentos negativos vêm de Demônios, mas sim que eles podem atuar influenciando a mente e as emoções, tirando o foco do bem e direcionando-o para o egoísmo, o prazer desordenado ou a transgressão(pecado), etc.
A perspectiva teológica
A teologia Católica ensina a importância da vigilância; Exame de consciência diário, da oração diária e do discernimento para resistir a essas influências. A ideia é que, ao cultivar uma vida de oração, exame, Sacramentos e virtudes, a pessoa se fortalece e se torna menos suscetível a essas tentações.
A questão de como o Demônio age na mente humana é um tema complexo e abordado por alguns Santos, em especial por Santo Tomás de Aquino.
Como o Demônio Agiria na Mente Humana?
De forma geral, não se atribui ao Demônio, nas ações Ordinárias um poder direto de controle sobre a vontade ou o intelecto humano de forma a forçar alguém a pecar. A ideia comum é que a ação demoníaca na mente se dá por meio de sugestões, tentações, engano e distorção da realidade. Sem forçar a vontade humana da pessoa. Embora, quando a pessoa persiste no pecado, podem influênciar o normal funcionamentos dos cinco sentidos do corpo humano e a vontade da pessoa . Mas, nunca obrigar a pessoa a pecar. Existe muita diferencia entre influenciar e obrigar!
Alguns dos principais “meios” são:
Sugestão de pensamentos: O Demônio não implanta pensamentos de forma coercitiva, mas os “sussurraria” ou os apresenta de forma atrativa. É como uma espécie de “propaganda” do mal, que busca fantasiar e seduzir a vontade humana.
Amplificação de desejos desordenados: Se uma pessoa já possui inclinações ou paixões desordenadas (como raiva, inveja, orgulho, luxúria, sensualidade, más emoções , etc, outros,), a influência demoníaca age amplificando esses desejos, tornando-os mais intensos e difíceis de detectar e controlar.
Fomento da dúvida e da confusão: O Demônio pode tentar gerar incerteza sobre a verdade, a fé ou os valores morais, levando à confusão mental e à dificuldade em discernir o certo do errado.
Distorção da realidade e da percepção: Isso inclui apresentar o mal como bem, o vício como virtude, ou minimizar a gravidade do pecado. É o que se diz anteriormente: apresentar a luxúria(desejo sexual desregrado) como amor, por exemplo.
Estimulação da vaidade e do orgulho: Através do auto engano, a influência demoníaca leva a pessoa a se super estimar, a buscar glória para si mesma e a se afastar da humildade.
É importante lembrar que, nessas perspectivas apresentadas, a liberdade humana é sempre preservada. A pessoa tem o poder de consentir ou resistir às sugestões e tentações. O Demônio não pode forçar a vontade da pessoa. Deus não o permite. Normalmente o Demónio prepara o caminho para a tentação, exatamente como fez a Eva no dialogo, pergunta ou na oferta (sedução) disfarçada e aparentemente inocente (Gn 3, 1). Em Mateus 16: 23; Demostra Pedro em Batalha espiritual. O inimigo estava tentado desviar o Apostolo do seu propósito!
Acesso à Memória(mente) onde se encontra agregada a Fantasia e Imaginação.
A lógica por trás disso é a seguinte:
Acesso indireto: Os Demônios ( mundo espiritual) não tem um acesso direto e coercitivo que lhe permita ler os pensamentos ou as memórias mais íntimas de uma pessoa. Deus não o permite.No entanto, eles conhecem a nossa vida deste o dia em que nascemos. Ele conhecem os nosso passado, gostos, fraquezas, desejos, traumas, emocões, etc, pelas nossas acões exteriores: O que falamos, o que escutamos, o que visualizamos, o que procuramos e o que expressamos! Exteriormente, eles nos estudam diariamente e nos conhecem podendo agir na mente através de estímulos(acões espirituais) que afetam essas potências da alma.
Memória: A memória armazena experiências, conhecimentos e imagens. Ao ter acesso à memória, o Demônio pode trazer à tona lembranças de pecados passados, traumas, más emocões, etc (para gerar desespero ou culpa excessiva), ou evocar memórias de prazeres desordenados passados (para incitar a luxúria). Ou à cobiça e à inveja para desenvolver um apetite de bens materiais desordenados, etc, etc, etc , (por exemplo). Ele pode “soprar” ideias ou imagens que se conectam com o que já está na memória da pessoa. Fatansiado-as por algo aparentemente bom, errado, depressivo, etc, etc.
Fantasia e Imaginação: Essas são potências que criam ou recriam imagens e cenários mentais. Santo Tomás de Aquino ensina que o Demônio pode atuar nesse campo, apresentando imagens sedutoras, fantasias pecaminosas, visões distorcidas da realidade ou cenários que incitem o medo, a raiva ou a cobiça. Por exemplo, ele poderia estimular a imaginação a criar cenários de vingança, ou a fantasiar sobre bens materiais de forma desordenada.
Essas faculdades (memória, fantasia, imaginação) são consideradas portas de entrada para a mente, pois é através delas que muitas das nossas paixões e desejos são despertados ou alimentados. A tentação frequentemente começa com uma imagem ou uma ideia que se forma na Imaginação ou que é evocada da Memória.
Em resumo, a ação Demoníaca na mente seria mais como a de um “sugestor” ou “influenciador” que conhece as fraquezas humanas e usa as potências da alma, como a Memória, a Imaginação e a Fantasia, como terreno fértil para semear dúvidas, enganos e tentações, mas sempre respeitando a liberdade da vontade da pessoa. Espero que esta explicação ajude a compreender melhor este tema.
Solução: Guiar- se sempre pelos Dez Mandamentos da Lei de Deus e suas constantes obrigações diárias.
Pelos exames de consciência rigorosos oferecidos pelos ministros da Igreja Católica (sacerdotes).
Colocar-se e permanecer em estado de graça com Deus: Exame de consciência diário, Confissão frequente, Oração do santo Terço e orações ao Preciosíssimo Sangue de Jesus se possivel, Missa Dominical e dias santos com Comunhão.
Se possível estudar e guiar-se pela palavra de Deus na Bíblia Sagrada ou o Catecismo da Igreja Católica . »Conheça a Devoção ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e as suas maravilhosas promessas, reveladas por Jesus a quem as pratica.
Quando somos tentados, podemos experimentar:
Confusão: O Demônio tenta confundir nossos valores cristãos para nos fazer questionar o que é certo e errado no para caminho até Deus.
Dúvida: A fé pode ser abalada através dos ensinamentos da Biblia e da Igreja Católica: Podemos começar a duvidar da justiça de Deus e pensar que Deus é só misericórdia e amor, não sendo necessário o esforço e dever pela conversão diária a Deus. Podemos colocar em dúvida a existência de Deus ou do Seu amor por nós ou, até mesmo da existência da vida eterna.
Medo: O medo da solidão, do fracasso, da perda de algo que amamos, da morte , de não sermos amados(as) pode ser usado para nos manipular e entristecer.
Desejo: Desejos por prazer, poder ou bens materiais podem levar a prisões interiores, escravidão espiritual ou a decisões impulsivas e prejudiciais normalmente levando a uma vida livre, regalada e fácil, sem compromisso com os Mandamentos da Lei de Deus.
Raiva: A raiva, o ódio, falta de perdão e o ressentimento podem ser inflamados, magoas, recentimentos, levando a ações violentas ou palavras cruéis indesejáveis.
Quais são as tentações ordinárias do Demónio?
Normalmente, o demónio oferece seduções ou algo que o corpo humano de cada pessoa gosta, e pode fazer ao modo e gosto de cada pessoa! Mas também pode oferecer o contrário; Pode realizar opressão, oprime as pessoas por maus pensamentos e desejos causando depressão na alma.
As tentações podem variar de pessoa para pessoa e de acordo com as circunstâncias, gostos e vida, mas algumas são consideradas mais comuns e com origem :
Orgulho: A crença de que somos superiores aos outros ou a necessidade de reconhecimento próprio podem nos levar a agir de forma arrogante, egocêntrica e egoísta.
Avareza: O desejo excessivo por bens materiais e o medo da pobreza ou perda podem nos levar a agir de forma desonesta ou egoísta.
Inveja: O desejo de possuir, o que os outros possuem e a infelicidade de não possuir o que os outros possuem podem gerar ressentimento, ódio e tristeza, etc
Gula: O prazer excessivo pela comida e bebida ou outras substâncias pode prejudicar nossa saúde física e espiritual.
Luxúria: O desejo sensual e sexual desregrado, e a busca por prazeres carnais podem levar a relações destrutivas e a uma vida desregrada sem virtudes que agradam a Deus!
Ira: A raiva, o ódio e a vingança podem nos cegar e nos levar a pensar ou cometer atos violentos.
Acedia (Preguiça espiritual): A preguiça, a apatia e a falta de vontade de fazer o bem que deveríamos fazer, podem nos afastar de Deus e de nossas responsabilidades cristãs, como pessoas Batizadas.
Como resistir às tentações? Soluções:
Oração: A oração é uma poderosa arma contra as tentações. Ao conversar com Deus, buscamos força e orientação para resistir às tentações. A oração não serve somente para louvar , bendizer ou pedir coisas as Deus! Serve também para Deus mudar o nosso modo de ser (caráter) e de agir diário.Tudo se concerta e consegue através dela e sem ela tudo é espiritualmente morto.
Leitura da Bíblia: A Bíblia nos oferece ensinamentos e exemplos de como viver uma vida virtuosa e resistir ao pecado. A biblia é um Sagrado manual de instruções que Deus deixou a todo ser humano para se guiar, instruir e ser feliz eternamente!
Sacramentos: Os sacramentos, como a Eucaristia, a Reconciliação, a adoração ao Santíssimo Sacramento nos fortalecem e curam espiritualmente, e nos ajudam a superar as dificuldades.
Comunidade: A comunidade cristã, Igreja, Padres e bons cristãos nos oferecem apoio e encorajamento para vivermos uma vida conforme a vontade de Deus.
- Aconselha-se a frequentemente examinar a consciência, através de um bom exame de consciência à luz dos Dez Mandamentos da lei de Deus. Neste site, procure na Pagina Principal o Menu Atalho » clique no capitulo Ministério orações » procure e clique em exame de consciência para adultos. Este exame de consciência foi criado pelo Padre Duarte Lara- Sacerdote Português e tem a aprovação da Igreja Católica. É muito bom e deve ser meditado de modo a servir de ensinamento contra os pecados. Serve de acusação das nossas falhas e pecados para crescer em santidade e justiça, de modo a realizar a Confissão Sacramental. Ensina o que não se deve fazer, o que se deve fazer em cada Mandamento da Lei de Deus!
- Discernimento: É importante aprender a discernir os pensamentos e sentimentos que vêm de Deus e aqueles que vêm do mal.( salvo doenças mentais)
Pensamentos e sentimentos que vêm de Deus:
Amor: Um profundo amor por Deus e pelo próximo, manifestado em actos de bondade, compaixão e serviço aos outros.
Paz: Uma paz interior que ultrapassa as circunstâncias da vida, fruto de uma relação íntima com Deus.
Esperança: A certeza de que Deus está presente em todas as situações, mesmo as mais dolorosas e que o futuro a Ele pertence.
Gratidão: Um reconhecimento constante pelas bênçãos recebidas e um desejo de agradecer a Deus por tudo.
Perdão: A capacidade de perdoar aqueles que nos ofenderam e de pedir perdão quando erramos.
Pensamentos e sentimentos que vêm do mal quando a pessoa se afasta da amizade com Deus:
Orgulho: A crença de ser superior aos outros ou de ter mais méritos do que os demais.
Julgamento: A tendência a julgar os outros e a condená-los por suas fraquezas.
Hipocrisia: A discrepância entre as palavras e as ações, ou seja, dizer uma coisa e fazer outra.
Indiferença: A falta de compaixão pelos sofrimentos dos outros e a desatenção às necessidades do próximo.
Ressentimento: A dificuldade de perdoar e a tendência a guardar rancor.
Medo: O medo de sair da sua zona de conforto, de perder a alegria passageira, de enfrentar um novo desafio, ou da conversão ao amor de Deus.
Falta de humildade: A ausência do reconhecimento das suas próprias limitações humanas e a disposição para aprender e crescer no amor.
Deus criou o ser humano à Sua imagem e semelhança (cf Gn 1,26-27) livres, para amar como Deus nos ama(cf 1 Jo 4-8. Livre para servir a Deus em qualquer estado civil ou profissão. Todas as criaturas humanas são chamadas a amar, porque Deus Criador de todas as coisas é amor. Embora o ser humano seja livre e dotado de livre arbítrio( faculdade de escolher o melhor para si) o amor de Deus pelas suas criaturas não lhes permite que elas gozem de tudo o entra pelos tradicionais cinco sentidos, visão, audição, olfato, paladar, tacto.
Porquê? Com as ideologia humanas de que tudo é bom e dever ser gozado e apreciado, perde-se a principal razão pela qual Deus criou você e eu livres para amar. Surge assim o afastamento a Deus. É que, os elementos naturais sensíveis(coisas) aos sentidos oferecem gozo ou prazer nas potências da alma. E Deus oferece o contrário! Jesus Cruxificado e ressuscistado oferece a cada pessoa, uma cruz; O dever de cada pessoa procurar a sua própria salvação renunciando diariamente ao pecado, essa cruz tem o objetivo de ser superada de modo a gerar amor e justiça a Ele.
Amar não é uma atração sentimental de beleza, gosto ou de prazer. Amar é cruz! Amar é servir a algo ou a alguém livremente, sem o desejo de reclamar algo em troca. Significa, ter no próprio coração, o outro ( próximo), como prioridade por mais miserável e exigente que isso seja, desejando e fazendo o melhor bem possível livremente. O outro (o próximo), em primeiro lugar é sempre Deus que habita no interior cada alma, habita em toda a criatura humana batizada na Igreja Católica pelo Sacramento do Batismo( cf 1 Cor 3- 16 ; 6, 19-20) .
1 Coríntios 3:16: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
- Este é um dos versículos mais diretos. Paulo se dirige aos cristãos, afirmando que o corpo de cada crente se torna o “templo” onde o Espírito Santo reside. Isso significa que, para quem crê em Jesus e é batizada, a presença de Deus não está confinada a um edifício(Igreja), mas está dentro da própria pessoa.
1 Coríntios 6:19-20: “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.”
Razão pela qual devemos ter muinto cuidado com o nosso interior, e mais ainda, com Quem nele habita procurando diariamente cuidar de Lhe agradar em todas as situações diárias. Não necessariamente ter medo! Mas amor ! A final, ser motivo de Um tão Grande Hóspede no intimo da alma, dever ser motivo de uma grande alegria e consolação.
Deus Todo -Poderoso Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis e, que dá a vida a tudo quanto existe no Universo, habita em todas as criaturas humanas, Batizada pelo o Seu Espirito. Por isso é dever de todas as pessoas Batizadas procurarem viver na amizade com o Senhor Nosso Deus.
Importantíssimo, é procurar os Sacramentos e nunca se afastar deles, em especial a Eucaristia, e a Confissão, juntamente com alguma oração, em especial o Terço a Nossa Senhora e orações ao Preciosíssimo Sangue de Jesus , se possível meditando. Com estes quartro deveres práticos; Oração diária , exame de consciência diário ou frequente, participação ao Domingo na santa Missa e com Comunhão( é muinto importante a Comunhão), a pessoa se encontra na amizade com Deus( estado de graça Santificante) e protegida das ações extraordinárias do Demônio. A ação diabólica na mente da pessoa(alma) fica limitada ás tentações ordinárias comuns, seduções, mentiras e ofertas vãs, que servem para nos colocar á prova no amor a Deus. Mas, com a ajuda deste precioso exame de consciência já descrito anteriormente no texto lá atrás, a pessoa fica mais segura do caminho a seguir e agrada mais a Deus, meditando e observando- o frequentemente.
É importante lembrar que ser tentado não é pecado, mas ceder à tentação por pensamentos, desejos e atos sim. Ao reconhecer as tentações e buscarmos ajuda na oração e nos Sacramentos da Igreja Católica, que é o Corpo Místico de Cristo, podemos superar as dificuldades e viver uma vida mais plena e feliz.
Poderá visionar alguns videos sobre a Palavra de Deus e sobre o Demônio que replicam estas verdades na galeria de videos. Siga para a pagina principal, deslize para baixo, clique em Videos.
Ação Extraordinária do Demónio.
A Associação Internacional dos Exorcistas através do livro publicado recentemente em 2024 – Diretrizes para um ministério do Exorcista á luz do ritual vigente. Ensina que Deus em alguns casos permite ações extraordinárias do Demônio, em especial quando as pessoas vivem no pecado grave, proibido por Deus na Sagrada escritura(Deuteronómio 18, 9-12) abrindo livremente portas para a ação diabólica extraordinária. Destaco apenas brevemente as mais importantes de modo a que se compreenda a gravidade das ações e seus efeitos.
Distúrbios Externos: Indico assim aqueles sofrimentos unicamente físicos (pancadas, toques, flagelações, empurrões com várias sequências, quedas de objetos, barulhos em casa etc.) que encontramos na vida de certas pessoas comuns e de alguns santos: O Santo Cura d’Ars, São Paulo da Cruz, Padre Pio… e que não são menos raros do que poderia parecer. A impressão é a de que o Demônio age permanecendo do lado de fora da pessoa; se por acaso fosse encontrada uma ação a partir de dentro, tratar-se-ia de uma presença somente provisória, limitada à duração daquelas perturbações.
Possessões diabólicas: É a forma mais grave e comporta a presença permanente do Demônio num corpo humano, embora a ação maléfica não seja contínua: as crises alternam com momentos de repouso. Implica em manifestações temporárias e de bloqueio mental, intelectivo e volitivo. Podem desencadear reações violentas, conhecimento de línguas desconhecidas da pessoa, força sobre-humana, conhecimento de coisas ocultas ou do pensamento alheio. É típica a aversão ao Sagrado, essencialmente acompanhada de blasfêmias. Mas é preciso estar bem prevenido sobre as camuflagens diabólicas.
Vexações diabólicas: É importante adiantar que em cada um destes casos há uma grande variedade de sintomas e também grandes diferenças de gravidade. As vexações são formas em que o Demônio interfere na vida diária e que podem atingem saúde, trabalho, sentimentos, relações com os outros, vida profissional (alguns efeitos: momentos de fúria sem motivo, desolação, tendência ao isolamento total…). Podem atingir indivíduos ou grupos mesmo muito numerosos. Podendo efluênciar os cinco sentidos do corpo humano.
Obsessões diabólicas: Pensamentos obsessivos, frequentemente absurdos, mas de tal ordem que a vítima não está em condições de se libertar deles, vivendo, por isso, em constante estado de prostração, alguns casos com tentações persistentes de suicídio. (Lembre-se que o suicídio é uma tentação bem presente, também nos dois casos anteriores.) Muitas vezes determinam como que uma dupla personalidade. A vontade permanece livre, mas como que oprimida pelos pensamentos obsessivos.
Infestações diabólicas: Com esta expressão, indicamos os malefícios sobre o homem (bruxarias), e também aqueles que atingem lugares (casas, escritórios, lojas, campos…), objetos (automóveis, almofadas, colchões, bonecos…) e animais.
Sujeições diabólicas: Indica um pacto voluntário, explícito ou implícito, no qual uma pessoa se submete ao senhorio do Demônio. Mas também podem criar vínculos especiais, embora por causas involuntárias e, desse modo, cair em uma das formas precedentes, sobretudo na forma mais grave, a possessão diabólica.
Capítulo III – O Pecado da Idolatria
Por norma e excepto casos de grande santidade para que o Demônio possa iniciar uma ação extraordinária, a pessoa deverá se encontrar em pecado grave que foi proibido por Deus no Antigo Testamento (Êxodo 20, 2-17 e Deuteronômio 5, 6-21). Que se pode resumir em três pecados graves:
Idolatria
Superstição
Adivinhação
Três Pecados Graves
Estes pecados violam o primeiro mandamento, que proíbe a adoração de outros deuses além do único Deus verdadeiro, Criador e Senhor do universo (cf. CIC 2113).
A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o ser humano honra e reverencia uma criatura( ou algo) em lugar de Deus, quer se trate de falsos deuses ou de Demónios (por exemplo, o satanismo), ou o poder, o prazer, a raça, os antepassados, o Estado, do dinheiro, bens materiais, o orgulho, a vaidade, etc.
“Vós não podereis servir a Deus e ao dinheiro”, diz Jesus (Mt 6,24). Muitos mártires foram mortos por não adorarem “a Besta”, recusando-se mesmo a simularem-lhe o culto. A idolatria recusa o senhorio único de Deus; é, pois, incompatível com a comunhão divina.
Exemplos de Idolatria:
Divinizar ou prestar reverência a falsos deuses.
Reverenciar pessoas, animais, objetos, sexualidade, coisas ou algo mais que a Deus.
Praticar a superstição, a feitiçaria, a magia, a adivinhação ou o fanatismo por algo.
Colocar a riqueza, o poder, o prazer ou o sucesso acima de Deus.
Procurar a solução para as suas necessidades fora de Deus.
A Superstição
A palavra superstição vem do latim superstitione, vocábulo cuja origem até hoje é controvertida, embora seja consenso de que o prefixo super (acima) refere-se aos poderes que estão acima dos homens. Superstição poderia ser então acreditar em forças que estão acima da natureza.
No entanto, superstição significa acreditar em forças e realidades mágicas (práticas religiosas fáceis), com pouco ou nenhum fundamento racional. Dessa forma, fé e superstição, embora sejam realidades aparentemente próximas, são bem distintas. A confusão é grande! Por isso, o Catecismo da Igreja Católica coloca a superstição como um pecado contra a fé, “um excesso perverso contra a religião”.
“Não terás outros deuses perante Mim” (cf. CIC 2110). O primeiro Mandamento proíbe honrar outros deuses, além do único Senhor que Se revelou ao seu povo, e proíbe a superstição e a irreligião. A superstição representa, de certo modo, um excesso perverso de religião; a irreligião é um vício oposto por defeito à virtude da religião.
Crer em Deus; Significa acreditar em algo que minha razão mesmo não observou, mas que pela palavra de alguém fidedigno (a Tradição da Igreja Católica), eu acredito. Crer não significa dar razão a algo irracional, mas a algo que, embora minha razão não tenha alcançado por si mesma, é coerente com a razão. E se eu creio, eu tenho que fazer algo por isso! Tenho que observar e cumprir os Mandamentos da Lei Deus e da Igreja Católica. Ou seja: no mínimo, ser amigo de Deus e do meu próximo, viver em graça com Deus.
A fé sobrenatural, dom de Deus, capacita-nos a acreditar e viver as realidades sobrenaturais, que, por serem espirituais, não deixam de ser reais. O cristão tem fé porque “crê em Deus, em tudo o que Ele disse e nos revelou”.
A Fé (cf. CIC 1814)
A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou e que a santa Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem entrega-se total e livremente a Deus”. E por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá pela fé” (Rm 1,17). A fé viva “atua pela caridade” (Gl 5,6).
(cf. CIC 1815). O dom da fé permanece naquele que não pecou contra ela. Mas, “sem obras, a fé está morta” (Tg 2,26): privada da esperança e do amor, a fé sem obras de santificação, não une plenamente o fiel a Cristo, nem faz dele um membro vivo do seu corpo.
(cf. CIC 1816). O discípulo de Cristo não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la: “Todos devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-Lo no caminho da cruz, no meio das perseguições que nunca faltam à Igreja”. O serviço e testemunho da fé são requeridos para a salvação: “A todo aquele que me tiver reconhecido diante dos homens, também Eu o reconhecerei diante do meu Pai que está nos céus. Mas àquele que me tiver negado diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32-33).
Uma das formas graves de superstição é um certo fanatismo religioso
Na superstição, ao contrário, a pessoa acredita em objetos, gestos e rituais mágicos. Não é a adesão a uma autoridade superior (Deus) e Seus ensinamentos, Sua revelação, mas a “crendices” surgidas no meio do povo, como sair de casa com pé direito para ter sorte, nunca passar debaixo de uma escada, não ter espelho quebrado em casa porque dá azar, etc.; e geralmente, essas crendices supersticiosas expressam medos e inseguranças horríveis.
Mas, às vezes, tomam forma de ocultismo como na magia, adivinhação e feitiçaria, proibidos pela Sagrada Escritura (cf. 2Rs 21,6; Is 2,6), e de astrologia, prática também proibida por Deus (cf. Dt 4,19).
Uma forma grave de superstição é um certo erro religioso; e nós, católicos, tantas vezes caímos nessa tentação. Os sacramentos e sacramentais, por usarem de sinais sensíveis como gestos, objetos (água, óleo, imagens, medalhas, e a liturgia da Palavra, etc.) e ritos, são muitas vezes confundidos e explorados de forma supersticiosa.
O Catecismo, no parágrafo (cf. CIC 2111), explica que atribuir eficácia sobrenatural aos materiais e sinais, independentemente da disposição do fiel crente, é superstição. Ou seja, se o fiel atribui um poder mágico à imagem ou à medalha, ou a ações, por exemplo, como se ela fosse fonte de graça e poder, independente de Deus e da fé da pessoa, e da obrigação que cada um deve ter nas ações da caridade amor para com Deus. Isso configura uma superstição.
(cf. CIC 2111). A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe e obriga pela observação e cumprimento dos mandamentos da Lei de Deus. Que também afeta o culto que deveríamos prestar ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.
Por que a superstição é tão falsa?
Primeiro, porque “é um desvio do sentimento religioso(desviu do verdadeiro amor a Deus) e das práticas que se lhe impõem a todo o Cristão” (CIC 2111). Ou seja, a superstição gera na pessoa uma religiosidade deformada, sem a ação da caridade (amor a Deus). O homem deve compreender que só obedecendo aos Mandamentos da Lei de Deus pode aspirar à amizade com Ele. E perseverando nela pode obter o necessário para as suas necessidades, materiais e espirituais.
Outro problema é que, muitas vezes, leva a uma danosa dependência psicológica e social de coisas de curta duração (o desejo dos bens terrenos), firmando na pessoa fragilidades psicológicas como o medo e a insegurança.
O mais grave é que a superstição é uma forma de idolatria, conforme nos indica o Catecismo no parágrafo (cf CIC 2138). A idolatria consiste em divinizar o que não é Deus. É quando o homem presta honra e veneração a uma criatura no lugar de Deus (cf. CIC 2113). A idolatria é um pecado que fere gravemente o primeiro mandamento, que é “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”. A idolatria é fortemente combatida em vários textos da Escritura como: ICor 6,9; ICor 10,7; Ef 5,5; Ap 21,8. Sem dúvida, a idolatria é uma grande e poderosa porta aberta à ação do maligno na vida de uma pessoa, sendo muitas vezes causa de infestações diabólicas, opressões, obsessões e até possessões do Demônio.
A verdade é que o cristão não precisa de amuletos, astros, nem praticas mágicas. “Quem nos condenará?” – provoca o Apóstolo, “Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à direita de Deus, é quem intercede por nós” (Rm 8, 34). Quem verdadeiramente crê em Cristo e o trata como Senhor da sua vida , tem tudo de que necessita para ser feliz.
A MAGIA (cf CIC 2116). Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.
Formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos “médiuns”, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens que é o pior, ao mesmo tempo que é um concluir com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.
(cf CIC 2117). Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude da religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos Demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelam. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.
Capítulo-lV
A IRRELIGIÃO (cf CIC 2118). O primeiro Mandamento da Lei de Deus reprova os principais pecados de irreligião: tentar a Deus por palavras ou actos, o sacrilégio, a simonia.
Pergunta: O QUE SIGNIFICA A PALAVRA PECADO?
Resposta: É uma transgressão de um ou mais Mandamentos da Lei de Deus. Não é algo insignificante!!! O pecado ofende muito a Deus, mas infelismente desgraça o ser humano. Infelizmente, o pecado dá gozo ou prazer e o ser humano não consegue livrar-se dele por culpa própria. Deus, ao criar o ser humano, dotou-o de liberdade, inteligência e vontade. Significa que: é livre para pensar, aceitar ou rejeitar o pecado. Em especial o Grave, que é quase todo ele mortal e dará a condenação eterna, a separação de Deus para sempre (Inferno). Com a perda da graça Divina santificante resultante do pecado original, o ser humano ficou como que escravo do pecado. São muitos os tipos de pecados que o ser humano comete quando se encontra afastado da graça de Deus.
As Escrituras nos fornecem várias listas. A carta de S. Paulo aos Gálatas 5, 16-26 opõe as obras da carne, ao fruto do Espírito presente em nós ao recebermos os Sacramentos. “As obras da carne são manifestas:
FORNICAÇÃO – ato de fornicar, realizar práticas sexuais ou afeiçoamento físico abusivo antes e fora do Matrimônio.
IMPUREZAS – impureza interior, por pensamentos e desejos contrários aos (Dez Mandamentos da Lei de Deus).
DEVASSIDÃO – pessoa que é libertino, não aceita ou não pratica a Lei a Deus, que não professa vivamente a Fé Católica; incrédulo, imoral e obsceno.
IDOLATRIA – amor excessivo por (tudo) que não seja Deus.
FEITIÇARIA – pessoa que recorre ao inimigo (diabo) ou roga pragas a si próprio ou a outros. Que se deixa influenciar pelo horóscopo, astrologia, vidência, cartomancia.
INIMIZADES – falta de amizade, indisposição, malquerença, ódio, falta de perdão.
CONTENDAS – brigas, combate, discussão, disputas.
CIÚME – sentimento causado pelo receio de perder algo, ou alguém. Ressentimento.
FÚRIAS – indignação, irritação, ira e cólera.
AMBIÇÕES – desejo de possuir bens materiais, fortuna, honras, glória, poder.
DISCÓRDIAS – ausência de concórdia, desavenças, desordem.
PARTIDARISMOS – ou fanatismo clubístico, poder, etc.
INVEJA – sentimento de desejar o que o outro possui ou apresenta.
BEBEDEIRAS – abuso do álcool, embriaguez ou drogas. (O consumo de álcool como complemento de qualquer refeição, não é pecado. Fora da refeição é considerado pecado grave (Idolatria). Significa que a alma batizada ama mais o álcool, do que Deus, seu verdadeiro Pai Criador.
ORGIAS – sexo em grupo, sexualidade depravada.
E coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos previno, como já preveni. Os que tais coisas praticam não herdarão o Reino de Deus.” Confira (Gl 5,19-21; Rm 1,28-32, 1Cor 6,9-10; Ef 5,3-5; Cl 3,5-9; 1Tm 1,9-10; 2Tm 3,2-5).
PECADOS CAPITAIS
Soberba: do excesso de amor próprio, nasce o orgulho, inveja, sensualidade, vaidade, presunção .
Avareza: desejo desordenado dos bens materiais do mundo.
Inveja: a tristeza diante do bem do outro.
Ira: emoção desordenada, raiva excessiva.
Luxúria (impureza interior): mau uso da sexualidade por pensamentos, desejos e atos.
Gula: gosto desordenado na comida e bebida.
Preguiça: negação do esforço; comodismo com relação às obrigações para com Deus.
As virtudes opostas:
Humildade: procurar a verdade e reconhecer nossa pequenez.
Generosidade: despojamento, saber partilhar e ajudar o próximo.
Caridade: compaixão, misericórdia, bondade para com tudo e todos.
Mansidão: equilíbrio emocional.
Castidade: Somos Templo de Deus, respeitar o nosso corpo e ao do próximo.
Temperança: conservar no nosso corpo a saúde, a paz e a alegria interior.
Diligência: fazer as coisas dando valor; ser atento aos deveres para com Deus.
Cultivar a fé em Deus: Fortalecer a relação pessoal com Deus através da oração, da leitura da Bíblia e da participação em atividades religiosas.
O que é um pecado? (cf CIC 1868). O pecado é um acto pessoal. Mas, além disso, nós temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos:
Tomando parte neles, directa e voluntariamente;
Ordenando-os, aconselhando-os, aplaudindo-os ou aprovando-os;
Não os denunciando ou não os impedindo, quando a isso obrigados;
Protegendo os que praticam o mal.
Capítulo-V
O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO;»o pecado sem perdão (cf Mc 3, 28-29).
Marcos 3, 28 – Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem;
Marcos 3, 29 – Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas é culpado do eterno juízo.
A blasfêmia contra o Espírito Santo consiste exatamente na recusa radical desta remissão em que Ele próprio é o operador íntimo (habita em toda a criatura humana, homem e mulher), e que pressupõe a conversão verdadeira por Ele operada na consciência de cada pessoa. Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado nem nesta vida nem na futura, é porque esta não-remissão está ligada, como à sua causa, à não-penitência, isto é, à recusa radical da conversão a Deus.
A blasfémia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso direito de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção, a conversão e o perdão no Sacramento da Confissão. Assim, o homem fica fechado no pecado (transgressão), tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfêmia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou.
É terrível este pronunciamento de nosso Senhor Jesus Cristo. São Mateus no seu Evangelho coloca em evidência as palavras de JESUS sobre o Pecado Imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO: “Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e nem no futuro” – (Mt 12, 30-32).
Esta é uma das frases mais terríveis pronunciadas pelo Divino Salvador. Santo Agostinho chegou a dizer que “talvez, ao longo da Sagrada Escritura, não se encontre nenhuma questão maior, nenhuma que seja mais difícil” – (Sermão 71 – Verbis Domini).
Assim sendo, no cumprimento da Lei de DEUS (Mandamentos) prevalece a tese da irremissibilidade dos pecados contra o ESPÍRITO SANTO, segundo o texto de São Mateus mencionado acima. E desse modo, a aparente contradição mostrada no texto, se resolve perfeitamente pela Absoluta Vontade do SENHOR.
Quem peca por ignorância; A maioria das pessoas recebe instrução na catequese e nas homilias, e ignora, embora culposamente, ser mal aquilo que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que aquilo que está fazendo é mau, mas não se apercebe momentaneamente da malícia do pecado, ofuscada pelo ímpeto culposo da paixão e da consciência suja.
Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau aquilo que está fazendo. Peca por cálculo, com premeditação e pleno conhecimento de causa, perseguindo o prazer do pecado, não por ter sido vencido pela tentação, mas porque o escolheu.
Num mundo que se afastou de DEUS por ignorância, movido pelas paixões ou por firme e decidida opção pelo mal (malícia certa), é sempre oportuno reavivar na memória e divulgar com plena disponibilidade a noção do pecado, a qual, como dizia o Papa Pio XII, o mundo havia perdido, já em seu pontificado.
Nossa Senhora, na primeira aparição aos pastorinhos revela algo de arrepiante e doloroso:
A Irmã Lúcia relata que quando perguntou a Nossa Senhora na primeira aparição, pela sua amiga recentemente falecida de nome Amélia; Se estaria no Céu? A resposta foi: “Estará no purgatório até ao fim do mundo.”
Ao pesquisar em escritos conhecidos e divulgados sobre a quem era esta pessoa de nome Amélia, chegamos à seguinte conclusão: Amélia, morava na aldeia, ou arredores, frequentava a casa da família frequentemente, encontrava-se a aprender a tecer com a irmã mais velha de Lúcia e que teria somente 20 anos de idade.
Analisando, conclui-se que esta jovem teve conhecimento de Deus através da família de Lúcia. Os pais e alguns familiares eram bons cristãos; Rezavam o Terço, participavam na santa Missa, e na Comunhão, recorriam à confissão frequente.
Ou seja; Ela teve conhecimento da vida ativa cristã, podia ter mudado de vida, mas não o fez. Podia ter se convertido e recorrido à Confissão, mas não fez! Ou se o fez, talvez o tivesse feito mal! Veja, uma jovem de vinte anos! Que pecados teria cometido esta jovem naquele tempo? Não seria o pecado contra o Espírito Santo? O Senhor colocou-a numa boa família cristã, mas ela recusou a Remição oferecida por Deus. E mesmo que esta jovem já fosse convertida a Deus no momento da sua morte, o que terá faltado para tremendo juizo?!
A mensagem que nossa MÃE SANTÍSSIMA trouxe em Fátima, em 1917, para os três pequenos pastores divulgá-la para o mundo, era precisamente um alerta para essa perda da noção do pecado, com a advertência de que, se a humanidade não se emendasse, grandes castigos se abateriam sobre todos. Ninguém ousará dizer que, de lá para cá, a situação melhorou. Muito pelo contrário. Piorou, e piora de forma alarmante e generalizada.
O pecado contra o Espírito Santo, portanto, é um pecado que não tem perdão. Muitos, ao ouvirem essas palavras de Cristo ficam angustiados e aflitos e não é para menos.
Não é raro pensarem assim: “Como pode existir um pecado sem perdão, já que Deus é infinitamente bom e cheio de misericórdia nesta vida?” ou ”O que é esse pecado imperdoável? Será que eu mesmo o cometi? O que fazer?”.
No primeiro momento, é preciso saber que o inferno e a condenação eterna existem; Nossa Senhora em Fátima, Julho (1917) na terceira Aparição quando dialogava com os Pastorinhos: “abriu de novo as mãos como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo, mergulhados nesse fogo os Demônios e as almas como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que d’elas mesmas saiam juntamente com nuvens de fumo caindo para todos os lados – semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios – sem peso nem equilíbrio, entre os gritos e gemidos de dor e desespero, que horroriza e fazia estremecer de pavor (devia ser ao deparar-me com essa vista que dei esse »ai«, que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horriveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: -Viste o Inferno, para aonde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”” (relato de Lúcia do livro”As Aparições de Fátima do Padre Fernando Leite).
Sim Deus é bom e misericordioso, dá-nos esta vida o tempo para O procurar e seguir. Entender o inferno é compreender que somos seres livres, Deus não nos força a fazer a Sua vontade. Somos livres para dizer “Sim” ao amor e projeto de Deus para a humanidade (tendo consciência de que é a graça Divina que nos conduz) ou de dizer “Não” a esse amor e desígnios Divinos através do pecado.
No pecado imperdoável existe uma verdadeira rejeição e ódio ao Amor de Deus, que é atribuído ao Espírito Santo. Logo, pelo pecado, o homem se afasta de Deus. Se alguém manteve a sua alma distante do Deus Criador, durante a vida terrena. Durante a sua existência nesta vida, negou O Senhor através de palavras, obras e omissões.
O próprio condenado fez-se condenado. Oportunidade não faltou para que se arrependesse e mudasse de vida. Após a morte é tarde demais. Sabendo disso, o pecado contra o Espírito Santo é algo que devemos temer. Mas, é fundamental que confiemos na Bondade Divina, no seu Amor infinito por cada um de nós. Essa confiança no amor de Deus nos afastará desse terrível pecado. O arrependimento e o sincero desejo de pedir perdão a Deus pelos pecados cometidos, é um sinal de que não se cometeu o pecado contra o Espírito Santo. Peçamos a Maria Santíssima a sua proteção. Pois ao contrário de Satanás, Ela reconheceu o Amor de Deus e o fez transparecer em toda a sua vida. Ao ponto de alguns santos dizerem que Ela “morreu de amor”. Ensinai-nos ó Virgem a amar a Deus.
Como pudemos ver, os pecados contra o Espírito Santo são pecados de pura malícia, não de fraqueza, ou seja, a vontade da pessoa está endurecida (inclinada) de uma tal forma que ela JAMAIS SE CONFESSARÁ por que NÃO QUER SE CONFESSAR, não quer entrar na amizade com o Senhor.
Deus dá a todos a chance de se salvar e ir para o céu, mas quem peca contra o Espírito Santo não quer sair da situação em que se encontra, então Deus não pode salvar quem não quer se salvar, Ele não pode exercer Sua misericórdia, a quem não quer receber Sua misericórdia nesta vida, nem pode obrigar ninguém a se converter, nem a amá-Lo, nem a procurar a sua própria santificação, por isso não tem perdão.
Os Pecados Contra o Espírito Santo
O que são os Pecados Contra o Espírito Santo?
Os pecados contra o Espírito Santo são, em essência, uma rejeição deliberada e obstinada da ação santificadora de Deus em nossas vidas. São atitudes que endurecem o coração e fecham as portas da conversão.
As formas mais comuns de se cometer esse pecado incluem:
Desespero: Perder a esperança na misericórdia de Deus, acreditando que os próprios pecados são grandes demais para serem perdoados.
Presunção: Acreditar que se pode pecar impunemente, sem consequências, ou que a sua própria justiça é suficiente para a salvação.
Impenitência obstinada: Recusar-se a reconhecer e a arrepender-se dos próprios pecados, mesmo diante da graça de Deus.
Inveja da graça alheia: Sentir inveja da graça que Deus concede aos outros, desejando que eles sejam privados dela.
Obstinação em pecar: Perseverar no pecado, mesmo sabendo que está errado, e resistir à ação do Espírito Santo.
Blasfêmia contra o Espírito Santo: Negar a divindade do Espírito Santo ou atribuir a Ele os males que provêm do próprio pecado.
A Gravidade do Pecado
É crucial entender que a gravidade dos pecados contra o Espírito Santo reside na sua natureza deliberada e obstinada. Não se trata de um pecado cometido por ignorância ou fraqueza, mas sim de uma escolha consciente de se opor à vontade de Deus e aos Seus Mandamentos.
No entanto, é fundamental ressaltar que a Igreja Católica, em sua misericórdia, sempre convida à conversão. A porta do perdão está sempre aberta para aqueles que se arrependem sinceramente e recorrem ao Sacramento da Confissão.
Buscando Entendimento e Orientação
Para uma compreensão mais profunda dos pecados contra o Espírito Santo, é recomendável buscar orientação de um sacerdote. Eles podem oferecer uma explicação mais detalhada e personalizada, ajudando a discernir suas próprias atitudes e a buscar a reconciliação com Deus.
Lembre-se: A fé cristã é um caminho de constante crescimento espiritual. A busca pela santidade e a vida eterna é um processo que envolve a graça de Deus e o nosso livre arbítrio. Ao nos abrirmos à ação do Espírito Santo, podemos superar as tentações e viver uma vida plena em Cristo.
Capitulo-VI
Os Mandamentos.
Mateus 19:16 – E eis que, alguém aproximando-se, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
Mateus 19:17 – E Ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os Mandamentos.
Mateus 19:18 – Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho;
Mateus 19:19 – Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
(cf Mateus 22:37) E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo..
10 Mandamentos. Eu tenho no passado ferido algum deles?
ADORAR A DEUS E AMÁ-LO SOBRE TODAS AS COISAS – (exame de consciência diário, ORAÇÃO diária, Confissão frequente, Missa com Comunhão; sempre que possível Adoração ao Santíssimo Sacramento, deixar-se conduzir por pela Palavra(Bblia) , obedecer a Deus em tudo. (cf CIC 2097). Adorar a Deus é reconhecer, com respeito e submissão absoluta, o «nada da criatura», que só por Deus existe. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-Lo, exaltá-Lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu Nome é santo. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo. »Privar-se de algo por amor a Ele, etc. Não cometer Sacrilégios, ultrajes ou Indeferências.
NÃO INVOCAR O SANTO NOME DE DEUS EM VÃO – »não cometer perjúrio» Comete perjúrio aquele que, sob juramento, faz uma promessa que não tem a intenção de cumprir ou que, depois de ter prometido sob juramento, de facto não cumpre. O perjúrio constitui uma grave falta de respeito para com o Senhor de toda a palavra. Comprometer-se sob juramento a praticar uma ação má é contrário à santidade do nome divino (cf CiC 2152). (Não faltar ao prometido na oração, ou nos Sacramentos pedidos à Santa Igreja; Batismo, Crisma, Matrimônio, Ordem. Não zombar da Igreja, das cerimônias religiosas ou de seus representantes.)
SANTIFICAR OS DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA –» (Cat CIC 2181) A Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso que os fiéis têm obrigação de participar na Eucaristia nos dias de preceito (domingos e dias santos), a menos que estejam justificados, por motivo sério (por exemplo, doença, obrigação de cuidar de crianças de peito) ou dispensados pelo seu pastor. Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave (cf CIC 2181). (Descanso do trabalho semanal e dias santos com oração; Missa sempre e se está em condições, com Comunhão “amizade com o Senhor”, praticar boas obras de amor a Deus, ao próximo e a família) Ler a Sagrada Escritura ou livros com ensinamentos Cristãos, meditações ou, espirituais, etc. Não praticar piadas sobre a santa missa.
HONRA TEU PAI E TUA MÃE – (cf CIC 2215. O respeito pelos pais (piedade filial) é feito de reconhecimento àqueles que, pelo dom da vida, pelo seu amor e seu trabalho, puseram os filhos no mundo e lhes permitiram crescer em estatura, sabedoria e graça. «Honra o teu pai de todo o teu coração e não esqueças as dores da tua mãe. Lembra-te de que foram eles que te geraram. Como lhes retribuirás o que por ti fizeram?»(Sir 7, 27-28). (cf CIC 2216.) O respeito filial revela-se na docilidade e na obediência autênticas. «Observa, meu filho, as ordens do teu pai, e não desprezes os ensinamentos da tua mãe […]. Servir-te-ão de guia no caminho, velarão por ti quando dormires, e falarão contigo ao despertares» (Pr 6, 20.22). «O filho sábio é fruto da correção paterna, mas o insolente não aceita a repreensão» (Pr 13, 1).
(cf CIC 2223). Os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Testemunham esta responsabilidade, primeiro pela criação dum lar onde são regra a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado. O lar é um lugar apropriado para a educação das virtudes, a qual requer a aprendizagem da abnegação, de sãos critérios, do auto domínio, condições da verdadeira liberdade. Os pais ensinarão os filhos a subordinar «as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais». Os pais têm a grave responsabilidade de dar bons exemplos aos filhos. Sabendo reconhecer diante deles os próprios defeitos, serão mais capazes de os guiar e corrigir: «Aquele que ama o seu filho, castiga-o com frequência […]. Aquele que dá ensinamentos ao seu filho será louvado» ( cf Sir 30, 1-2). «E vós, pais, não irriteis os vossos filhos: pelo contrário, educai-os com disciplina e advertências inspiradas pelo Senhor» (Ef 6, 4). (honrar pai e mãe, e outros legítimos familiares e superiores, » honrar toda a autoridade superior, Governo, entidade patronal, a Igreja católica.
NÃO MATARÁS – não matar, nem causar outro dano físico ou espiritual, no corpo ou na alma, do próximo, ou a si mesmo, por pensamentos, atos, desejos ou palavras;» abster-se de denegrir o próximo por; pensamentos, atos (palavras ou conversas) e desejos (Deus habita em todas as criaturas humanas.)
NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO – guardar castidade nos pensamentos, e desejos para com o próximo. Não praticar nem aprovar qualquer ato sexual antes ou fora do Matrimónio Religioso. Não observar, gracejar, ou comentar indecentemente o corpo de outra pessoa. Ser puro interiormente.
NÃO ROUBARÁS – não furtar nem reter injustamente ou danificar os bens do próximo. Pagar salário justo. Não contrair dívidas desnecessárias à sua subsistência.
NÃO LEVANTARÁS FALSOS TESTEMUNHO CONTRA O TEU PRÓXIMO – não levantar falso testemunho nem qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo por palavras, pensamentos e desejos.
GUARDAR CASTIDADE NOS PENSAMENTOS E NOS DESEJOS. Não tentar contra o pudor, nem provocar o comportamento ou desejo indecente ao teu próximo.
NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS, por pensamentos, atos e desejos. (O mundo e tudo quanto nele existe pertence a Deus e à Sua Justiça, e não aos homens. Os homens são criaturas humanas, devem desejar ser só bons filhos, colaboradores e administradores do Senhor.)
As promessas que as pessoas fazem nos Sacramentos pedidos à Mãe Igreja Católica. E que na maioria dos casos não são cumpridas, abrindo assim portas para o diabo »Demônios meter a mão maligna, destruindo o efeito e o fruto do mesmo!!!
Breve análise ao ritual na Celebração do Sacramento do Batismo; a onde se pratica pecado grave do Perjúrio.
Que pedis à Igreja de Deus?” Esta pergunta feita aos pais implica o recto desejo e sentido do Batismo: pede-se à Igreja a fé, a filiação Divina, a graça de Deus, e entrada na Igreja, a vida eterna. Numa palavra que tudo resume, pede-se o Baptismo em todo o seu Mistério espiritual.
Diante deste pedido dos pais, estes comprometem-se a educar o filho na fé, “para que observando os Mandamentos amem a Deus e ao próximo”. Como? “Como Cristo nos ensinou”, é esta a forma da educação cristã, Ele é o exemplo, tal como o Seu Espírito é a força que torna possível seguir os Seus passos. A Cruz é o expoente máximo desse exemplo: Cristo entrega-se e morre na Cruz por cada um e a razão é o seu amor por cada um. A Sua Paixão é essa entrega incondicional por amor a cada ser humano. Sem a morte do Senhor na Cruz o mundo terminaria (cf Jo 6, 51)
Também, e de uma forma particular, os padrinhos são chamados a “ajudar os pais nessa sua missão” aceitando ser testemunhas ao longo da vida, da alegria da vida Cristã, Compridores dos Dez Mandamentos. Estes apenas se comprometem a ajudar os pais na educação Cristã. Ajudar não é substituir; não se comprometem a assumir a tutoria das crianças , exceção em casos limites; não se comprometem a dar presentes porque Deus não quer isso, excepto em caso de necessidade. Mas comprometem-se a viver a fé e a transmiti-la à criança. Os padrinhos são escolhidos e necessários para esta missão específica.
Acolhimento e diálogo com os pais e padrinhos (no dia do baptismo)
Celebrante: Que nome escolhestes para o(a) vosso(a) filho(a)?
Pais: N. (dizem o nome próprio da criança)
Celebrante: que pedis à Igreja de Deus para N?
Pais: O Baptismo.
Celebrante: Caríssimos pais: Pediste o Baptismo para o(a) vosso(a) filho(a). Deveis educa-lo(a) na fé, para que, observando os Mandamentos, ame a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou. Estais conscientes do compromisso que assumis?
Pais: Sim, estamos. (Quem não compre por livre vontade comete perjúrio – pecado grave.)
Celebrante: E vós, padrinhos, estais decididos a ajudar os pais desta criança nesta missão?
Padrinhos: Sim, estamos. (Quem não cumpre por livre vontade comete perjúrio – pecado grave.)
Celebrante: N, é com muita alegria que a Igreja de Deus te recebe. Em seu nome, eu te assinalo com o sinal da cruz e, depois de mim, os teus pais (e padrinhos ou padrinho/madrinha) vão também assinalar-te com o mesmo sinal de Cristo Salvador.
O Crisma
(cf CIC 1319) O candidato à Confirmação, que atingiu a idade da razão, deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir o seu papel de discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nos assuntos temporais.
Celebração da Confirmação – Crisma
(Ritual comum; breve análise.)
Renovação das promessas batismais: Terminada a homilia, o Bispo interroga os confirmandos; estes, de pé, com a vela acesa, respondem conjuntamente:
Bispo: Renunciai a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções.
Confirmandos: Sim, renuncio.( Quem não cumpre este juramento está em pecado grave – perjúrio, sacrilégio.)Bispo: Credes em Deus Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra?
Confirmandos: Sim, creio. (Crer em Deus significa, obedecer e não O ofender, “no mínimo não cometer pecados graves”, contra um ou mais dos Dez Mandamentos da Lei de Deus.).Perjúrio.Bispo: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está à direita do Pai?
Confirmandos: Sim, creio. (Significa no minimo, seguir a Jesus diariamente) quem não cumpre comete pecado grave.)Bispo: Credes no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e que hoje, pelo sacramento da Confirmação, de modo singular vos é comunicado, como aos Apóstolos no dia do Pentecostes?
Confirmandos: Sim, creio. (Jurar solenemente, quem não cumpre comete pecado grave.)( Crer significa, procurar a amizade, de acordo com fé). Pecado grave contra o Espírito Santo.Bispo: Credes na santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
Confirmandos: Sim, creio. (A Fé sem obras não dá nada de bom, só dá pecados graves para quem não cumpre o que promete.)
O Bispo faz desta profissão, proclamando a fé da Igreja: Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar em Jesus Cristo, Nosso Senhor. E a assembleia dos fiéis dá o seu assentimento, respondendo: Amém.
Imposição das mãos: Em seguida, o Bispo depõe o báculo e a mitra e (tendo junto de si os presbíteros que se lhe associam), de pé e de mãos juntas, voltado para o povo, diz: Oremos, irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, para que, sobre estes seus filhos adotivos, que pelo Batismo já renasceram para a vida eterna, derrame agora o Espírito Santo, que os fortaleça com a abundância dos seus dons e, pela sua unção espiritual, os torne imagem perfeita de Cristo, Filho de Deus.
Matrimônio
(CIC 1617) Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja. Já o Batismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho de núpcias que precede o banquete das bodas, a Eucaristia. O Matrimônio cristão, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da aliança de Cristo com a Igreja. E uma vez que significa e comunica a graça desta aliança, o Matrimônio entre batizados é um verdadeiro Sacramento da Nova Aliança.
Na prática, o Matrimônio é a três pessoas: duas visíveis, esposo e esposa e Uma invisível.
Rito do Matrimônio
Sacerdote: N. e N., viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?
Os noivos: É, sim.
Sacerdote: Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?
Os noivos: Estou, sim. (Se não cumpre, comete perjúrio – sacrilégio.)
Sacerdote: Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?
Os noivos: Estou, sim. (Se não cumpre, comete perjúrio – sacrilégio.) (Você ensina seus filhos a rezar? Ensina a fazer um exame de consciência? Prepara -los para a Confissão e Comunhão? Fala com eles sobre os Mandamentos de Deus?)
De acordo com a teologia e a doutrina, o pecado grave (mortal) cometido e não confessado abre, de facto, portas espirituais que tornam a pessoa mais vulnerável à ação do Diabo »Demónio através de incitações, seduções, etc.
Pecado Grave e a Vulnerabilidade à Tentação
Quando a pessoa comete um pecado grave, ela escolhe, de forma consciente e deliberada, virar-se contra Deus. Este ato tem uma consequência espiritual imediata e profunda:
Destruição do Estado de Graça: O pecado grave destrói a graça santificante na alma. Como vimos, a graça é a nossa participação na vida Divina e a fonte da nossa força espiritual. Ao perdê-la, a alma fica desprotegida e espiritualmente debilitada.
Quebra da Amizade com Deus: O pecado grave rompe a amizade com Deus. Sem essa relação de amizade, o homem perde a ajuda e a proteção sobrenatural que o acompanham no estado de graça.
Abertura para o Inimigo: O demónio, que já atua por meio de tentações (influenciando a imaginação e os sentidos), encontra uma resistência muito menor na alma em estado de pecado grave. É como se a pessoa tivesse removido a sua principal armadura. As incitações e seduções, que antes poderiam ser mais facilmente rejeitadas, agora encontram um terreno fértil para se manifestarem, ganharem força e fruto!
A expressão “abrir portas” é uma metáfora precisa. Não se trata de um acordo “legal” entre a pessoa e o Demónio, mas sim de uma consequência direta e inevitável de uma escolha livre. O demónio não ganha novos poderes, mas a pessoa, por sua própria vontade, retirou a sua defesa mais eficaz. Rejeitou Deus ao não obedecer ao seus deveres assumidos!
É por isso que o sacramento da Confissão é tão vital. Ao confessar-se com contrição sincera, a pessoa tem a
garantia da absolvição e da restauração imediata do estado de graça. Com a graça restaurada, a alma recupera a sua força, a amizade com Deus é restabelecida, e a pessoa volta a ter a proteção e o auxílio sobrenatural necessários para resistir às tentações do Demónio.
Capitulo Xll
O que significa: Estado de graça santificante( amizade com Deus)?
Podemos detalhar a sua essência em três pontos principais, todos interligados na sua obra máxima, a Suma Teológica Santo Tomás de Aquino (especialmente na Parte I-II, Questão 110 sobre a graça):
1. A Graça Santificante (Gratia Sanctificans)
Este é o aspeto central do estado de graça. Para São Tomás, a graça não é apenas uma ajuda pontual de Deus (a “graça atual”), mas uma qualidade sobrenatural e permanente infundida na alma. Esta infusão eleva o ser humano, tornando-o capaz de participar da vida divina. Tomás usa a expressão “participação da natureza divina”, ecoando a Segunda Epístola de Pedro (2 Pd 1, 4).
Efeito: A graça santificante apaga o pecado original e os pecados mortais, se os houver, e torna a alma justa, santa e agradável aos olhos de Deus. É a fundação da nossa salvação.
2. A Infusão das Virtudes e dos Dons
O estado de graça não é um dom isolado; é um presente completo que transforma o ser humano por inteiro. Com a graça santificante, Deus também infunde na alma:
As Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade. Estas virtudes orientam a alma diretamente para Deus. A caridade (o amor de Deus) é a mais importante, sendo a “forma” de todas as virtudes, o que significa que é ela que dá vida e propósito a todas as outras.
Os Dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. Estes dons vêm com a graça para capacitar a pessoa a ser dócil e pronta a ser movida pelo próprio Espírito Santo, aperfeiçoando as virtudes.
3. A Amizade com Deus
Talvez a forma mais bela e acessível de entender o estado de graça para Santo Tomás seja a de uma amizade com Deus. Ele define a caridade como “uma amizade do homem com Deus” (Suma Teológica, II-II, q. 23, a. 1). O estado de graça tira o homem da condição de servo e o eleva à condição de amigo de Deus. Através desta amizade, o homem partilha os desígnios Divinos e a sua vontade está em sintonia com a de Deus.
Em resumo, o estado de graça é a presença da graça santificante na alma, que nos torna agradáveis a Deus, nos faz participar da Sua natureza divina e nos infunde as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo, estabelecendo uma verdadeira relação de amizade com o Criador.
Os cinco preceitos da Igreja
Participar na Missa, aos domingos e festas de guarda, e abster-se de trabalhos e atividades que impeçam a santificação desses dias.
Confessar os pecados ao menos uma vez a cada ano.
Comungar o Sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa.
Guardar a abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja.
Contribuir para as necessidades materiais da Igreja, segundo as possibilidades.
Os quatro novíssimos
(Todos os homens terão que passar por isto:)
Morte
Juízo (Juizo particular)
Inferno (Condenação)
Paraíso ( Vida eterna)
As três virtudes teologais para chegar até Deus.
Fé- Crer que Deus existe.
Esperança- Esperança nas Suas promessas.
Caridade- Quando se adquire as duas primeiras virtudes, deve-se aplicar o amor a Ele, pela obediência a Seus Mandamentos.
